Praga: roteiro de três dias


Praga, a capital da República Tcheca pode ser definida por uma enorme diversidade de adjetivos. "Linda" seria o mais apropriado. Mas é importante não se perder nesta definição! Parece que tudo em Praga existe para os turistas verem e se encantarem. Penso até que a tentativa dos profissionais de turismo lá seja justamente passar esta ideia!
Relógio Astronômico - um acontecimento a cada hora

Ficamos lá por 4 dias e 3 noites e voltei com a sensação de que tive pouco ou quase nenhum contato com a cultura tcheca.

Praga é uma cidade que está na moda! E é muito cheia de turistas. Talvez por isso seja repleta dos chamados "tourist traps", desde notas falsas oferecidas na rua (a moeda é a coroa tcheca, e às vezes nos oferecem notas que já saíram de circulação), até passeios (tours) de gosto duvidoso. Mas não é preciso cair nessas armadilhas para ver imagens de tirar o fôlego. Aliás, também é fácil perder o fôlego ao subir as escadas para o Castelo - HradCany, um dos principais pontos turísticos.
Mas vamos ao que interessa: o que fazer em Praga? Em três dias é possível ver muita coisa (pelo menos no verão), pois as atrações são concentradas e dá para conhecer a maioria delas caminhando. Assim, é bacana eleger uma região por dia. Então, uma sugestão de roteiro é percorrer a cidade velha (Stare Mesto), o Josefov (bairro judeu) e a região do Castelo (HradCany).
Praça da Cidade Velha (Old Town Square) - Destaque na Stare Mesto

Stare Mesto

A cidade velha, ou Stare Mesto é o melhor lugar para se ficar, pois concentra o maior número de atrações e pontos comerciais. Mas também é a região mais cara, então prepare suas coroas tchecas, já que a maioria dos estabelecimentos não aceita euro, ou o câmbio não compensa. 
Nesta região se encontra a praça da cidade velha, cheia de bares, cafés e restaurantes (e turistas!!). A atração mais procurada, sem dúvida, é o Relógio Astronômico que a cada hora tem uma animação com bonecos (um deles representa a morte e há também os 12 apóstolos), finalizada ao som de trompetes. Vale a pena subir a Torre do relógio (de elevador!!!!!) pois a vista é magnífica. Há a catedral de Nossa Senhora diante de Tyn em estilo gótico, cuja construção iniciou-se no século XV. Outra coisa deliciosa é se perder pelas inúmeras ruelas onde só passam pedestres.
A multidão querendo ver o espetáculo do relógio astronômico
A partir da praça, pode-se pegar a Rua Karlova e vagar sem pressa pelas lojinhas até chegar à Ponte Carlos. Ali há muita semelhança com a Place du Tertre em Montmartre - Paris: há artistas que pintam retratos e caricaturas, fotógrafos vendendo suas obras, músicos, teatros de marionetes, etc. 
Hordas de turistas na Ponte Carlos
Se quiser seguir outra direção, pode-se rumar à Avenida Wenceslau (Václavské Namesti). Esta avenida foi palco do fim da Primavera de Praga (1968) e também da Revolução de veludo (1989).  O curioso é ver esta avenida, que já esteve tomada por tanques de guerra russos, hoje tomada por neons de Mc Donalds, lojas, casas noturnas e afins. Uma sensação: é um retrato do triunfo do capitalismo!!! 
É bom perder um tempinho vendo a fachada do Hotel Europa, uma bela amostra do estilo art noveau.
Achamos muito bacana ter visitado antes o Museu do Comunismo e conhecer um pouco da história recente de Praga, e ver o documentário apresentado no final da visita (com direito a lágrimas!).
Avenida Wenceslau - difícil imaginá-la com tanques de guerra...
Hotel Europa

Josefov

Outra pedida a partir da praça da cidade velha é visitar alguns pontos no bairro judeu - o Josefov. A avenida Pariská é um luxo! Cheia de lojas de grife, é um local típico de compras, mas não tem preços convidativos. Nas redondezas, há a sinagoga (Old-new Sinagogue) e o antigo cemitério judeu, além do Museu da Cultura Judaica. Segundo consta, o museu tem um acervo rico, pois os nazistas queriam montar um memorial de uma raça extinta. Não me animei muito, ainda mais quando fiquei sabendo que havia uma exposição com desenhos de crianças do campo de concentração de Teresin (deve ser muito triste...). Adentrando o bairro judeu, há também o café Kafka, na casa onde nasceu o escritor.
Café Kafka - casa onde nasceu o escritor - nos limites entre o Josefov e a Stare Mesto

HradCany - Castelo

A região do Castelo também tem muitas atrações concentradas. E, no caminho, restaurantes com preços muito mais amigos do que os encontrados na Cidade Velha. Vale a pena visitar o Castelo, antiga residência real, a Catedral de St Vitus, maravilhosa, em estilo gótico, e a Golden Lane, uma ruazinha com várias casas, com destaque para a de número 22, onde morou ninguém menos que Franz Kafka. Há também outras igrejas, como a de São Jorge (Saint George), e os jardins do castelo, de onde se tem uma vista linda da cidade.
Interior e fachada da Catedral de St Vitus no HradCany

Janela da casa nº 22 na Golden Lane - Kafka morou um tempo aqui.

Tem-se uma bela vista da cidade, a partir dos jardins do Castelo
Embora seja perfeitamente possível ir a pé da cidade velha até o Castelo, eu recomendaria pegar um bonde (isso mesmo, um charme!!) e parar atrás do Castelo, na parte mais alta. Aí dá para conhecê-lo sem se cansar e descer a pé pelas inúmeras escadas que conduzem até a Ponte Carlos.

Este é o essencial de Praga. Mas como ninguém quer ficar no básico, e o post estava ficando muito grande, eu decidi deixar uma parte para o próximo post, em que dou algumas dicas sobre Praga, incluindo lugares menos comuns.

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Este post foi editado em 01/03/2015

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