Minha história de maternidade, ou: como planejar uma viagem para Bariloche em 20 dias

13 de maio de 2018
Bariloche

Junho de 2007: após duas gestações que não tinham durado nem 2 meses, estávamos novamente na expectativa de uma nova gravidez. Por isso, não tínhamos planejado nenhuma viagem para julho que é, oficialmente, nosso mês de fazer viagens internacionais.
Até então, tínhamos uma história complicada envolvendo 2 abortos e 2 internações para tirar bebezinhos que mal chegaram a existir. O luto foi muito doloroso, principalmente da primeira vez. Na volta do hospital, tivemos que guardar em uma caixa as coisinhas do bebê, o que incluía uma fita do ultrassom, e tentar enfiar em alguma "caixinha" tudo aquilo que estávamos sentindo. E, ainda assim, esperar que da próxima vez fosse diferente.

A segunda gravidez aconteceu um ano depois, e nem cheguei a me empolgar de tanto medo.  Depois do segundo aborto, foi uma bateria de avaliações, me viraram do avesso... fiz mais de 30 exames, tive crises de ansiedade, voltei à psicoterapia, fiz novenas e um tratamento caro, e quase perdi a esperança.
Bariloche

Por conta de tudo isso, eu não arriscaria viajar caso engravidasse. Sei que não há problema nenhum na grande maioria dos casos, só que já estava decidido que minha gravidez seria quietinha em casa!
Mas às vésperas das minhas férias, a menstruação anunciava que ainda não seria daquela vez que viria um bebezinho.

Bariloche
Sequóias na Isla Vitória

Eu precisava de uma viagem, mais do que nunca! E como dizem por aí que a viagem é a cura para muitos males, achei que seria ótimo! Aí foi aquela fala direta e reta pro marido: "Não tô grávida, vamos viajar?"
Bariloche
Próximo à Villa Angostura

Confesso que foi aquele corre-corre para tentar achar passagem e hospedagem. A escolha de última hora foi Bariloche. Dentro do nosso orçamento, achei uma pousada bem "simplinha" no centro. Alugamos um carro para alguns dias, e planejamos fazer alguns passeios com agências locais! E assim, comprei um casaco e fui embora!

Bariloche

Vi a neve caindo pela primeira vez na vida, no Cerro Catedral. Brinquei como criança, fiz boneco de neve, tomei vinho e comi muito bem! (tem muuuuuito restaurante bom, principalmente para quem come carne!).
Vimos paisagens lindas, fizemos passeios mil, e até rodamos no meio da pista, por causa do gelo no caminho para Villa La Angostura!

villa la Angostura
Villa La Angostura
Só não esquiei e nem gostei do tal do esqui-bunda também (#mejulguem)! Eu que sou adrenalina zero, achei meio perigoso! Preferia ficar nas cafeterias tomando um chocolate quente!
E durante uma semana, esqueci totalmente da angústia que a incerteza sobre a maternidade tinha gerado em mim.

Cerro Catedral
Cerro Catedral

Me lembro que no último dia de viagem, o Du foi fazer snowboard no Cerro Catedral e eu preferi ficar vagando pelo centro. Numa das andanças, achei uma igreja, meio ao acaso (acho que era Nossa Senhora da Concepcion). Dizem que podemos fazer um pedido ao entrar pela primeira vez em uma igreja. Mas já fazia um tempo que eu tinha abandonado esse costume, pois eu sempre achava mais coisa para agradecer do que para pedir. Enfim, agradeci pela viagem e pedi (claro!!) para realizar meu sonho de ser mãe.

Mal sabia que já havia um embriãozinho minúsculo se multiplicando de tamanho no meu útero! Sim, o Léo já estava a caminho e eu nem sabia ainda.
Dias após nosso retorno, comecei a desconfiar e fiz um exame. Positivo! Passei a gravidez com medo, tive sangramento, repouso absoluto e NADA de viajar. Nem para a praia eu fui naquele final de ano! Mas o Léo veio super saudável e tranquilo. O comecinho foi meio difícil, rolou uma depressão pós parto, mas logo as coisas entraram nos eixos e a alegria tomou conta!



Talvez até por toda essa história eu tenha demorado um pouquinho a por o pé na estrada (ou melhor, as asas) com o Léo. Mas valeu a pausa!

1ª "viagem" ao sul de Minas

Hoje, olhando para trás, vejo que a maternidade aconteceu na melhor hora possível. Engravidei bem no final da minha tese de doutorado, defendi grávida e pude curtir ao máximo os primeiros meses de vida do Léo. E, no final, penso com gratidão nos abortos. Não fossem eles, talvez eu não fosse a mesma mãe que sou hoje. Os bebês que perdemos me ajudaram a ter certeza do quanto eu desejava um filho no colo! E, hoje, mais que nunca, só tenho a agradecer por ser mãe do Léo! Costumo brincar que Deus demorou para nos mandar um bebê porque estava caprichando (mãe coruja? Imagina...)

Quadrado em Trancoso
Janeiro/2018 - Trancoso
Então, quero aproveitar essa data tão especial e desejar um dia lindo a todas as leitoras e amigas que são ou desejam ser mães! E também para nossas mães! Um feliz dia pra todas nós!

Bariloche

Ficou com vontade de viajar pra Bariloche? Vai que é lindo! Sério, me surpreendeu! As paisagens são lindas, a gastronomia é fantástica! Vou te indicar um blog que tem muitas dicas: Atravessar Fronteiras

Talvez você também goste das histórias de duas amigas blogueiras que também escreveram sobre maternidade e viagens: a Dri do Diário de Viagem e a Helen, Ninho de Jiripoca

E você, já é mãe, ou deseja ser? Qual sua história de maternidade? Conta pra gente! Deixe um comentário!

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8 comentários

  1. Adorei saber um pouco mais da sua história Lili! Linda e emocionante!
    Feliz Dia das Mães! :)

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  2. Que história linda e emocionante Lili. Feliz Dia das Mães 😘😘

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  3. É incrível como as viagens se misturam com as nossas etapas de vida, não é?! Concordo muito que viver um aborto e poder ter um filho depois nos deixa mais gratas ainda.
    Além do aborto tem algo igual na nossa história: Deus também te presenteou com um babymoon. Bjks

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    1. Dri, verdade... as viagens fazem parte da nossa vida! Olha que eu tive babymoon e nem sabia, né? Obrigada pelo carinho! bjs

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  4. Nossa, estou lendo e as lágrimas rolando. Curta muito seu filhinho. É muito gostoso ser mãe. Um aprendizado e crescimento constante. Mil beijos

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    1. Obrigada pelo carinho, Lilian! Eu tento curtir ao máximo mesmo, porque o tempo voa!

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