Vale do Loire, França: roteiro de 3 ou 4 dias

O Vale do Rio Loire, famoso pelos seus castelos renascentistas, tem paisagens inesquecíveis e uma história riquíssima. Para explorar esta região, deixamos Paris em um carro alugado e nos hospedamos na cidade de Tours, a 250 km da capital francesa.
Escolhemos um caminho sem pedágio. Por atravessar muitas cidadezinhas, em alguns trechos não se pode ultrapassar 70 km/h, então a viagem fica demorada. Mesmo assim vale a pena passar por campos com girassóis, feno, casinhas antigas e belas paisagens.
Este roteiro pode ser feito em 3 ou 4 dias. No total, você vai notar que foram 4, mas chegamos no primeiro dia à tardezinha e no último dia, tivemos apenas a manhã. Especialmente se viajar com crianças, eu programaria, no mínimo, 4 dias inteiros para ver todas as atrações que visitamos, ou até mais. Então, vamos passear com a gente pelo Vale do Loire?

Veja também: Paris: um roteiro de 5 dias

Dia 01 - Tours


Chegamos em Tours no final da tarde e tivemos uma certa dificuldade para chegar ao Hotel Mondial, que fica no centro velho da cidade. Nesta região, há ruas antigas e estreitas, o que complica o trânsito, mas é uma parte bonita, com casas medievais de madeira aparente, bem conservadas. 
Place Plumereau
Place Plumereau

Bem perto do hotel em que nos hospedamos fica a Place Plumereau, cheia de bares, restaurantes e pubs, com muita gente jovem e bonita. Foi por ali que jantamos, mas escolhemos restaurantes nos arredores da Place, onde há opções de preços mais convidativos.

Dia 02: Amboise e Chinon


Clos Lucé, Castelo de Amboise e Chinon:


Começamos o dia em Amboise visitando a Clos Lucé, casa onde Leonardo da Vinci passou os últimos anos de sua vida, a convite do Rei Francisco. 
Quarto onde viveu Da Vinci

No local pode-se ver o quarto, a cama e até a escrivaninha onde Da Vinci trabalhou. (Que emoção!!). Há também esboços e construções de suas invenções espalhadas pelos jardins da casa.
Preços: adulto 15,50 e criança 11 euros. Mais informações no site: Clos Lucé
Clos Lucé
Visitamos, em seguida, o Chateau de Amboise, conhecido como “o mais italiano dos castelos franceses”. Do pátio do castelo há uma bela vista da cidade cortada pelo rio Loire. Foi neste castelo que morou Luís XI, Carlos VII e Francisco I. Também há historiadores que afirmam que Leonardo da Vinci está enterrado na Capela do castelo.
Chateau de Amboise
Perto do castelo, há  pâtisseries, onde se pode comer baguetes, quiches e outras delícias. Foi por ali que fizemos um lanchinho e partimos para a segunda etapa de nossa programação! Vale lembrar que se quiser visitar com calma o castelo, vendo seu interior (nós não fizemos) é melhor reservar mais tempo e visitar Chinon em outro dia.

Para informações de horários e tarifas, visite o site: Chateau Amboise


Chinon


Após o almoço fomos para Chinon, onde havíamos agendado (por e-mail) uma visita à vinícola Couly-Dutheil. O Vale do Loire, assim como outras regiões da França, é rico em vinhedos, e conhecido por seus "vinhos dourados". Muitas caves estão abertas à visitação, mas algumas só recebem contatos comerciais. A Couly-Dutheil é uma das vinícolas que oferece uma bela visita, incluindo degustação, gratuitamente. Lá, a recepcionista nos explicou uma particularidade das caves do Vale do Loire: para a construção dos castelos e residências na região, começou-se a retirar blocos de calcário em alguns locais, formando cavernas ao longo do tempo.
Videiras e o Castelo Chinon

Uma curiosidade é que eu havia lido o livro Vinho e Guerra, que conta a saga dos vinicultores franceses durante a segunda guerra (super recomendo a leitura!) no qual havia uma história de um soldado francês que teve o pneu do seu jeep furado. Ele entendeu como um presságio, desencanou e pensou: "vou voltar e cuidar da vinícola da família!" No final, o comboio foi vítima de uma emboscada e todos morreram! Ele escapou e viveu pra contar a história e ajudar a Couly Dutheil a atravessar gerações.

Outra atração de Chinon é a Rue Voltaire, onde algumas construções datam da Idade Média, como a casa onde supostamente morreu Ricardo Coração de Leão, no final do século XII. Para quem tiver mais tempo, pode visitar também as ruínas do castelo medieval.

De volta para Tours, resolvemos ainda conhecer Azay-le-Rideau (que pique, né?). É um lindo castelo, de estilo tipicamente renascentista, cercado de água como aqueles que imaginamos nos contos de fadas... Para completar esta atmosfera, havia uma flautista vestida como músicos que animavam a corte durante o renascimento. Mas não entramos no castelo, apenas passeamos pelos jardins!

Dia 03 - Chambord, Chenonceau, Loches e Montresor

Chambord 

Pela manhã visitamos o Castelo de Chambord, um dos maiores e mais imponentes castelos do Vale do Loire. O castelo tem nada menos que 440 quartos e 365 lareiras, além de 13 escadas suntuosas. Nos arredores, jardins bem cuidados. Há séculos, em suas redondezas a nobreza costumava praticar caça de animais como cervos. Aliás, a primeira versão de Chambord, foi uma cabana de caça.
Castelo de Chambord
Mais informações aqui no site do castelo

Chenonceau 

Alvo de disputa entre duas mulheres – uma amante, e outra esposa do rei – este castelo realmente impressiona os visitantes pela sua beleza e toque feminino. Na minha opinião, é o mais lindo de toda a região! E olha que é uma disputa enorme: todos os castelos são lindos e parecem ter saído de contos de fadas!
Castelo de Chenonceau
Na época em que visitamos, o estado de conservação era impressionante: a visita às cozinhas do castelo foi a melhor parte. Estavam equipadas como se ainda estivessem em atividade, sendo que sobre a mesa havia vasos com manjericão, que davam um aroma inesquecível. Difícil descrever a sensação que se tem ao ver o ambiente caracterizado como estava há alguns séculos. Tínhamos a sensação de que a qualquer momento surgiria uma criada de longo avental para assar um pão em um dos fornos!!! Vale passar um tempo passeando pelos jardins, que são tão adoráveis quanto o castelo. Ah, também é possível alugar um barco, ou melhor: uma canoa para passear pelo rio.

Aliás, preciso contar que foi por ter visto um documentário a respeito desse castelo que eu fiquei morrendo de amores por essa região e sonhei muitos anos em visitá-la! 

Loches e Montresor


Loches tem uma área medieval muito bem conservada. A cidade amuralhada permanece muito parecida à original. Dentro das muralhas pode-se visitar o chateau Logis Royal e Don Jon. Há alguns séculos, a cidade era parada dos peregrinos com destino a Santiago de Compostela.
Logis Royal, na cidade murada de Loches
Logis Royal, na cidade murada de Loches
Já Montresor é uma cidadezinha tão pequena que mal se encontram placas indicando o caminho. É um lugar sem muitas atrações além do castelo, mas é muito charmosinha. Afinal, passear pelas estradas do interior da França é uma atração à parte.

Dia 04 - Tours e retorno a Paris.

Dia de voltar... Sobrou tempo somente para caminhar por Tours e conhecer a Catedral de St. Gatien, em estilo gótico, similar à Notre Dame de Paris e outras catedrais francesas que, conforme a lenda, foram construídas com base no conhecimento dos druidas, os sacerdotes celtas.
Catedral de Saint Gatien
Catedral de Saint Gatien
Há outros passeios na região, que devem ser considerados como: Abbaye de Fontevraud, ou até mesmo a catedral gótica de Chartres. O importante é se informar e estar munido de um bom guia, pois a possibilidade de locais a serem visitados é enorme!! Alugar um carro neste caso é imprescindível. Bon voyage!!!!

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**as imagens deste post foram retiradas do site wikimedia**

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11 comentários

  1. Agora deu para entender direitinho o por quê das obras de Da Vinci serem tão maravilhosas... Com esse quarto e morando nessa cidade tão bonita, imagino que a arte brote fácil... mesmo que nos últimos anos de sua vida.
    Lindo lugar, que delícia poder passear nessa beleza.

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  2. Uau !!!! Cada castelo mais lindo que outro, as cidadezinhas também são encantadoras. Enquanto não vou viajo com você.O que eu que deve ser muito bom tb é andar por essas estradas menores e ir parando.beijocas

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  3. Imagino que deva ser uma viagem dupla visitar esses castelos: a viagem em si e a viagem no tempo. Achei um máximo!

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    Respostas
    1. Aline, é demais, sim! Eu sou suspeita pra falar, mas este passeio é inesquecível!

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  4. Oi, Liliane. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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  5. Super legal o post, e já salvei nos preferidos porque vou precisar jaja de muitas dicas por esses lugares lindos que vc passou! :) Beijos Lili.

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  6. O Vale do Loire é um lugar que está na minha lista de desejos já faz tempo! Quero muito conhecer um dia e vou com certeza guardar teu post pra referência quando for fazer meu roteiro por lá!

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  7. Ahhh, Liliane, que lindo! Preciso tanto conhecer estes castelos e o Vale do Loire. Sabe que preciso mesmo, não é amiga? Sei que compreende quando a gente coloca uma viagem na cabeça. Amei seu post, as fotos e o destino que nos apresentou aqui em detalhes. Parabéns!!!

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  8. Oi Liliane,

    Parabéns pelo blog!! Que post lindo e detalhado!! Certamente vai me auxiliar a definir o roteiro pelo Vale do Loire... Gostaria que você me respondesse umas dúvidas:
    1) Você alugou o carro em que cidade? Basta apresentar a carteira de motorista brasileira ou é necessário a permissão internacional para dirigir?
    2) Você achou que a visita à vinícola Couly-Dutheil valeu a pena?

    Essas repostas são importantes para mim para que comece a trabalhar na organização da minha viagem, pois terei 3 dias para fazer esse trajeto pelo Vale do Loire. Farei esse trajeto do dia 28/02/18 a 02/03/18 e como será o final do inverno os dias são mais curtos. Desse modo, terei que priorizar o roteiro considerando apenas as atrações imperdíveis (se é que é possível definir em apenas 3 dias o que é mais interessante dessa rota, rsrs).

    Agradeço desde já sua atenção!!

    Um abraço,
    Ariadne Lima

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