O Essencial de Madri -parte 2

O segundo dia que tivemos para explorar Madri era domingo e decidimos nos juntar aos madrileños em um passeio pelo Parque Del Retiro. Depois de termos conhecido o centro sob uma chuva fina no dia anterior, o Sol que apareceu no domingo foi providencial para conhecermos o parque.
Parque do retiro
Parque del Retiro
Passando pela Gran Via, pegamos a Calle de Alcalá e conhecemos a Plaza de Cibeles, com o imponente Palácio de Cibeles ao fundo. Toda esta região é muito bonita, com avenidas amplas, arborizadas e bem cuidadas, como o Paseo del Prado e Paseo de Ricoletos. Sem falar na belíssima (e movimentada!!) Gran Via e a Calle de Alcalá.

O imponente Palácio de Cibeles, com a fonte à sua frente

Paseo del Prado


Paseo de Ricoletos


Paseo de Ricoletos
Eu nunca tinha ido à Europa nesta época do ano e achei lindo ver as árvores assim, sem folhas. Além do que, era final do inverno e na Espanha é raro esta estação ser muito rigorosa. Assim, a temperatura já estava agradável, com um certo ar primaveril. 
Caminhando, chegamos à Porta de Alcalá, nos limites do Parque do Retiro. Este monumento deve seu nome ao antigo caminho entre Madri e Alcalá de Henares.
Porta de Alcalá

Parque del Retiro

Ocupando uma área de 130 hectares, este oásis perto do centro de Madri, tem o início de sua história em meados do século XVII, e já é frequentado por habitantes e visitantes há mais de 150 anos. 
Há um pequeno lago onde é possível alugar barcos a remo para passeios. Um das atrações mais belas do parque é o Palácio de Cristal, que se encontrava fechado, pois uma instalação  estava sendo montada por uma artista plástica. 
Creio que o que atrai mesmo os visitantes, são os inúmeros jardins e vias onde se praticam esportes, ioga ou apenas se levam as crianças (e os cachorros) para correrem um pouco.
Parque del Retiro

Parque del Retiro


Palácio de Cristal








Grupo praticando ioga no parque


Museus de Arte

Uma viagem a Madri, geralmente envolve pelo menos uma ida a museu. Madri tem o chamado "triângulo real das artes", formado pelo Museo del Prado, o Reina Sofia (onde está a Guernica do Picasso) e o Thyssen Bornemisza. Sem dúvida, o Prado é o mais procurado.
Uma dica importante que posso fornecer é que todos estes museus têm horários gratuitos. Aparentemente, depois da crise econômica no final dos anos 2000, houve uma preocupação em disponibilizar o acesso a este patrimônio artístico e cultural aos cidadãos que foram afetados pela crise.
Mas não é preciso ser cidadão europeu para desfrutar disso. Eu mesma entrei no horário gratuito no Prado (o preço do ingresso é 14 euros). 
É bom chegar cedo para se desfrutar deste benefício: aos domingos, começa a se formar uma fila após às 16h e as portas se abrem  às 17h (de segunda a sábado, o horário é das 18h às 20h). 
Há um guia no site do museu sobre obras de maior importância, para uma visita de uma, duas ou três horas. É só anotar as obras que deseja ver, e planejar sua visita de acordo com a ala e as salas desejadas. Eu segui este roteiro aqui.
Uma das entradas do Museu do Prado, fotografada a partir do Parque del Retiro



Museu Thyssen-Bornemisza, também no Paseo del Prado


Outro espaço que também fica no Paseo del Prado é o Caixa Forum. Lá, fomos ver uma exposição de fotos de Sebastião Salgado.


Museu Naval

Além dos museus de arte, nos interessamos pelo Museu Naval. Lá se encontra a carta de Juan de la Cosa, o primeiro "mapa" em que aparece o continente americano. Juan era navegador e acompanhava Cristóvão Colombo em suas viagens à América. O museu tem objetos ligados às conquistas espanholas e também réplicas de caravelas, navios e barcos. O acervo  é imperdível para quem gosta da história das grandes navegações, e a entrada grátis.

Um pouco mais...

Se tiver muito fôlego, pode esticar seu passeio até um outro lugar interessante que vale uma visita: a estação Atocha, palco de um triste episódio: um ataque terrorista no início de 2004, atribuído à Al Qaeda. Durante o atentado, morreram 191 pessoas.
O interesse pela estação se deve à beleza de seu prédio e seus jardins internos. Daqui partem os trens de alta velocidade para várias cidades da Espanha e de outros países europeus.
Mas nós deixamos isto para o dia seguinte, e passeamos também pelo bairro La Latina, que carece de atrações especiais. Mas não deixa de ser um programa pitoresco caminhar pelas ruas deste bairro residencial.


Jardim interno na estação Atocha
Do lado de fora da estação, tem-se a vista deste prédio que sedia o Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, e, ao passo de se atravessar uma avenida, você estará no Museu Reina Sofia.
Ministério da Agricultura
Mais uma pequena caminhada, chega-se à Porta de Toledo, memória de uma das principais vias que ligavam, há séculos, Madri à vizinha Toledo.
Porta de Toledo
Ainda houve coisas que poderíamos ter feito, mas creio que pelo tempo que ficamos, conhecemos muito. Ficando mais dias na cidade, seria possível conhecer pelo menos os 3 museus de arte mais importantes com calma, e talvez o templo de Debod, ou ainda a Casa de Campo. Talvez eu tivesse tirado um dia para conhecer Segóvia e seu aqueduto, ou até uma esticada à Serra de Guadarrama... O Alcalá de Henares também parecia promissor! 
Talvez eu tenha que voltar para Madri!!!

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Mais uma dica: para saber novidades sobre Madrid, gostei desse blog aqui! 



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